Transcrição fonética, na Língua Portuguesa, é a ferramenta linguística que utiliza um sistema de símbolos a fim de representar a fala, simulando como ela seria produzida. A transcrição fonética não somente utiliza símbolos que transcrevem vogais e consoantes dos diversos idiomas, como também pode apresentar demais aspectos da pronúncia, tal como o acento ou a tonicidade.

Um alfabeto específico conhecido como “Alfabeto Fonético Internacional” (International Phonetic Alphabet) foi criado por linguistas para padronizar as transcrições. Tal alfabeto é usado em todo o mundo para representar os sons (fones) da fala de forma mais precisa.

Os sons transcritos são apresentados entre colchetes por meio dos símbolos de tal alfabeto fonético. Isso é o que acontece na transcrição fonética de tais palavras, como pronunciadas no dialeto mineiro: mole [ˈmɔlɪ], mala [ˈmalə], moço [ˈmosʊ], moça [ˈmosə]. Em tais exemplos, a sílaba tônica de cada palavra é marcada pelo símbolo (ˈ).

A fala é representada de forma mais direta através da transcrição fonética somente nas relações biunívocas. Assim, naquelas relações em que cada símbolo representa somente um fone da Língua ou som. As pronúncias diferentes para uma palavra, descrita de uma única forma na ortografia, apresentam transcrições distintas. Isso, por exemplo, acontece com a palavra dia. Existe uma única forma ortográfica para esta palavra, mas existe ao menos duas maneiras de transcrição fonética, em função de pronúncias distintas: por exemplo, a transcrição [ˈdʒiə], para a pronúncia “djia”, realizada no Rio de Janeiro (RJ) e a transcrição [ˈdiə], realizada em Campinas (SP). Desta forma, a transcrição fonética possibilita a visualização da fala de uma forma mais eficiente, através do uso de sinais gráficos próprios.

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Referências:

http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/transcricao-fonetica

www.normaculta.com.br/transcricao-fonetica/

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