Grande Sertão: Veredas

Periodo: de 20/03/2006 a 28/02/2007

“A linguagem e a vida são uma coisa só.Quem não fizer do idioma o espelho de sua personalidade não vive;e como a vida é uma corrente contínua,a linguagem também deve evoluir constantemente.Isto significa que como escritor devo me prestar contas de cada palavra e considerar cada palavra o tempo necessário até ela ser novamente vida.O idioma é a única porta para o infinito,mas infelizesmente está oculto sob montanhas de cinzas.” João Guimarães Rosa.

 

A exposição “Grande Sertão: Veredas” inaugurou a Sala das Exposições temporárias do Museu da Língua Portuguesa, ficando aberta à visitação pública de 21 de março de 2006 até final de fevereiro de 2007.

 

A concepção geral e direção da mostra ficou sob a responsabilidade da arquiteta, cenógrafa e diretora teatral Bia Lessa e teve direção de arte de Marcos Sachs.

 

A pesquisa de textos e legendas coube a Mônica Gama e Vitor Borysow e a consultoria ficou sob a responsabilidade de Marily Bezerra.A mostra, em homenagem aos cinquenta anos de lançamento deste grande romance do autor Guimarães Rosa contou com a inestimável colaboração de Anna Mariani,Antonio Candido e do saudoso José Mindlin.

 

A mostra,valendo-se de matérias de construção ( tijolos, areia, água e madeiras) reconstruía todo o caminho percorrido pelas personagens Riobaldo rebatizado ao longo do romance de Tatarana e Urutu Branco; Zé Rebelo; Joca Ramiro; Ricardão; Hermógenes; e do personagem central Diadorim, bela jovem que pelas circunstâncias da vida é obrigada a se passar por homem.

 

A exposição, repleta de interatividade a partir de materiais muito simples, conduzia o visitante a uma viagem pelo sertão e pela obra literária poderosa do autor.

 

A cantora Maria Bethania emprestou sua voz para a leitura de trechos do romance que podiam ser ouvidos e apreciados pelos visitantes em uma área expositiva onde monitores de televisão mostravam a palavra “ NONADA” palavra criada por Guimarães Rosa que abre o romance e guarda em si toda a força da narrativa.

 

Grande painéis suspensos permitiam ao visitante a leitura de toda a obra, a partir de reproduções dos rascunhos datilografados pelo autor e por ele muitas vezes corrigidos à mão.

 

Primeira exposição temporária a ocupar o Museu da Língua Portuguesa, o projeto foi uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho e marcou de maneira exitosa a inauguração do novo espaço cultural de São Paulo e do Brasil.
 



Machado de Assis

Periodo: de 01/05/2009 a 14/05/2009

Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 – Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um poeta, romancista, dramaturgo, contista, jornalista e teatrólogo brasileiro, considerado como o maior nome da literatura brasileira, de forma majoritária entre os estudiosos da área.[1][2] Sua extensa obra constitui-se de nove romances e nove peças teatrais, 200 contos, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crônicas.[2][3] Machado assumiu cargos públicos ao longo de toda sua vida, passando pelo Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, Ministério do Comércio e pelo Ministério das Obras Públicas.[4]

A obra ficcional de Machado de Assis tendia para o Romantismo em sua primeira fase, mas converteu-se em Realismo na segunda, na qual sua vocação literária obteve a oportunidade de realizar a primeira narrativa fantástica e o primeiro romance realista brasileiro em Memórias Póstumas de Brás Cubas (sua magnum opus).[5] Ainda na segunda fase, Machado produziu obras que mais tarde o colocariam como especialista na literatura em primeira pessoa (como em Dom Casmurro, onde o narrador da obra também é seu protagonista). Como jornalista, além de repórter, utilizava os periódicos para a publicação de crônicas, nas quais demonstrava sua visão social, comentando e criticando os costumes da sociedade da época, como também antevendo as mutações tecnológicas que aconteceriam no século XX, tornando-se uma das personalidades que mais popularizou o gênero no país.


“PALAVRAS SEM FRONTEIRAS – Mídias convergentes”

Periodo: de 06/04/2009 a 26/07/2009

A mostra é baseada no livro “Palavras Sem Fronteiras” do falecido Embaixador e Membro da Academia Brasileira de Letras Sérgio Corrêa da Costa e apresenta palavras que conservam em vários idiomas a mesma escrita e significado (exemplo: chocolate; piercing; tomate; zen; robô; e piano).
 
A mostra, que foi apresentada em 2007 na sede da Academia Brasileira de Letras, está mesclada à exposição permanente do museu, com projeções na Grande Galeria, no Auditório e na Praça da Língua (nestes dois últimos espaços nas sessões das 11h,12h30,14h00 e 15h30.
 
Existe, também, um módulo especial da exposição dedicado às palavras de origem francesa em exibição no Espaço Imprensa Oficial (livraria do museu).
 
A exposição, que ficará em cartaz até dia 14 de junho, tem curadoria de Júlio Heilbron e Maria Eugênia Stain e foi copatrocinada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.


“O FRANCÊS NO BRASIL EM TODOS OS SENTIDOS”

Periodo: de 11/05/2009 a 08/11/2009

Quinta exposição temporária a ocupar a sala do primeiro andar do Museu da Língua Portuguesa, a mostra “O Francês no Brasil em todos os sentidos” é uma realização do Governo do Estado de São Paulo e do Governo da França, através do Consulado Geral da França em São Paulo e faz parte das atividades oficiais do Ano da França no Brasil. A mostra conta com o copatrocínio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

A exposição apresenta os pontos de contato dos idiomas português e francês e, ainda, as influências culturais presentes na nossa cultura e que tem suas origens na França.

Com curadoria dos franceses Henriette Walter e Benoît Peeters e do brasileiro Alvaro Faleiros a exposição tem cenografia assinada por André Cortez e recria no primeiro andar do museu uma metrópole contemporânea, uma cidade cenográfica que mescla São Paulo e Paris, duas das mais importantes cidades do mundo na atualidade.

Poesia, cultura popular, moda, balé, gastronomia e literatura são temas abordados nesta exposição que ficará em exibição até o próximo dia 08 de novembro.


Cora Coralina visita o Museu da Língua Portuguesa

Periodo: de 29/09/2009 a 28/02/2010

No ano em que comemoramos os 120 anos de nascimento da escritora Cora Coralina, o Museu da Língua Portuguesa presta sua homenagem a esta grande artista nascida na Cidade de Goiás ( GO) com a exibição da mostra “ Cora Coralina: coração do Brasil”

A exposição tem curadoria de Júlia Peregrino e cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara e ocupará o segundo andar do museu.

Mesclando imagens do universo pessoal de Cora (como o mítico casarão da ponte e os doces por ela feitos) a trechos de suas poesias, a mostra exibirá, ainda, documentos inéditos da autora, como diários e originais de seus livros. Os visitantes também poderão assistir  um vídeo com declarações da própria Cora Coralina.

A realização da mostra só foi possível graças ao patrocínio do Governo do Estado de Goiás, do apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, do empenho da Associação Casa de Cora Coralina e da colaboração da família da querida escritora

O Governo do Estado de São Paulo,a POIESIS – Organização Social de Cultura e o Museu da Língua Portuguesa se sentem muito honrados por  prestar esta homenagem a quem tanto enriqueceu a nossa cultura.

A mostra ficará em exibição ao público até o dia 28 de fevereiro de 2010 e sempre nos mesmos horários de funcionamento do museu.



OMISTÉRIOOTEMPOEMPOESIAS

Periodo: de 07/10/2009 a 28/02/2010

A exposição OMISTÉRIOOTEMPOEMPOESIAS, do artista Cacau Brasil, marca a primeira utilização da Passarela da Estação da Luz – por onde passam diariamente 400 mil pessoas – como uma extensão do Museu da Língua Portuguesa, que correaliza a mostra. Até 28 de fevereiro de 2010, este trabalho multimídia inédito do jovem artista mineiro estará aberto para o público no prédio histórico da Estação da Luz. O objetivo é apresentar ao visitante o lirismo do cotidiano por meio de diversas manifestações artísticas: pintura, poesia, música, videoarte e performances cênico-musicais.

Com entrada gratuita, a mostra tem a marca da acessibilidade, podendo ser apreciada por todo tipo de público, independente de prévia informação, nível cultural ou necessidade especial e ficará aberta à visitação pública nos mesmos dias e horários do Museu da Língua Portuguesa.

OMISTÉRIOOTEMPOEMPOESIAS tem concepção e criação artística de Cacau Brasil, direção geral de Ritelza Cabral, direção musical de Marcos Resende e direção cênica de Alexandre Roit. A curadoria da exposição multimídia é de Paulo Klein e a museografia de Silvia Landa, da Arquiprom. A produção geral é de Roberto Malta e Valéria Martins, da Mais Cultura. A mostra conta com o apoio da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.


O crítico de arte Paulo Klein, curador do evento em São Paulo, afirma: “Cacau Brasil surpreende com seu mix de poesia, pintura, música, teatro e instalação. Nesta proposta, o artista disseca signos, através da pintura, de totens com textos poéticos, da inserção de aromas e texturas a serem explorados, tudo de um modo límpido e delirante, como sugere no título OMISTERIOEMTEMPOEMPOESIAS.”

O espaço da exposição é um corredor fechado de 34m de extensão por 4m de largura e 2,40m de altura, montado numa das passarelas da Estação da Luz. Em um ambiente com iluminação especial, tudo leva à assimilação da pintura, das impressões poéticas e das experimentações de Cacau Brasil.


A mostra é composta de 15 painéis com pinturas a óleo sobre tela e técnica mista, em que a poesia é sugerida por meio de signos inscritos com cores metálicas (cobre, ouro, prata). Placas de acrílico com textos poéticos, sons e melodias coletados pelo artista e um vídeo, com duração de sete minutos, são elementos que propõem uma vivência espacial através de símbolos e ambientes imaginários. A trilha sonora do vídeo é de Paulo Rafael, guitarrista e diretor musical, que criou um mantra contemporâneo a partir da sonoridade dos metais. 


Faz parte da exposição uma performance cênico-musical que utiliza técnicas de teatro de rua, música e expressão corporal. O texto da performance também foi escrito por Cacau Brasil. Em São Paulo, ela será feita por quatro atores e quatro músicos nas ruas e no entorno da Estação da Luz, onde está a exposição (de quarta-feira a sexta-feira, às 11h e às 13h, sábados e domingos, às 11h,12h,14h e 15h). A proposta é despertar a atenção das pessoas que circulam pela região e estimulá-las a visitar e a se integrar ao contexto de OMISTÉRIOOTEMPOEMPOESIAS.



Menas,o Certo do Errado, o Errado do Certo

Periodo: de 15/03/2010 a 27/06/2010

Até o dia 27 de junho, quem vier ao Museu da Língua Portuguesa poderá visitar a mostra temporária “ Menas: o certo do errado, o errado do certo”. Esta é a sexta exposição a ocupar o espaço das exposições temporárias, e reforça o papel do museu como importante espaço educador e difusor da língua portuguesa.
 

O próprio título da exposição é uma provocação. Mesmo sabendo que “menos” é um advérbio, portanto, invariável, quantas vezes já não ouvimos a “concordância” com o gênero feminino por pessoas das mais diferentes classes e idades. Para os curadores da exposição, os professores Ataliba T. de Castilho e Eduardo Calbucci, Menas está na fronteira entre tudo o que não vale e o vale-tudo. E essa provocação é a proposta da exposição que ocupa cerca de 450 m2 do Museu da Língua Portuguesa com sete instalações para enumerar nossos “erros” linguísticos mais comuns, entender por que saímos do padrão culto e discutir a amplitude e a criatividade da língua.
 

A idéia da exposição partiu do próprio secretário de Cultura do Estado de São Paulo, João Sayad.
 

Esta mostra pretende aproximar ainda mais o museu de seu grande público, já que trata de questões presentes no nosso dia a dia. A exposição, além de muito interativa e divertida, mostra aos visitantes a existência e pertinência dos vários padrões de linguagem que devem, ou deveriam, ser dominados por todos, criando verdadeiros usuários poliglotas de uma só língua, no caso a portuguesa.
 

Mais uma vez o museu aposta em uma escrita expositiva moderna e dinâmica, usando tecnologia como ferramenta para ampliação do conhecimento.
 

Mais uma vez o museu,com esta exposição, pretende aguçar a curiosidade de seus visitantes.Pretende,de maneira lúdica e cheia de prazer ,fazer com que os seus visitantes entendam melhor os mecanismos de nossa língua e possam,assim, usá-la de maneira mais apropriada, de acordo com o momento e o espaço.
 

A exposição conta com cenografia de Vasco Caldeira e com dois curadores que sabem muito bem do que estão falando: Ataliba T. de Castilho e Eduardo Calbucci. A combinação entre o conhecimento e a capacidade de comunicação foi a dose certa para um conteúdo que diverte sem perder a consistência. O professor Ataliba é uma das principais autoridades do Brasil quando o assunto é língua portuguesa. Atualmente aposentado, foi Professor Titular de Filologia e Língua Portuguesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo até 2007. Na sua bagagem acadêmica, constam 24 livros publicados e 60 publicações em revistas especializadas.
 

Já Eduardo Calbucci é Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela ECA-USP, mestre e doutor em Linguística pela FFLCH-USP. É coautor do material de Português (Gramática, Texto, Redação e Literatura) e Sociologia do Sistema Anglo de Ensino, professor do Anglo Vestibulares em São Paulo desde 1994 e membro do corpo editorial da Editora Anglo. Tem também vasta experiência como professor de Português no Ensino Médio. Publicou, em 1999, pela Ateliê Editorial, Saramago: um roteiro para os romances, obra que está em segunda edição. Seu novo livro, A Enunciação em Machado de Assis, a ser publicado pela Nankin e pela Edusp, está em fase final de edição.
 

Sem preconceitos, visitem a mostra, passeiem pela Biblioteca de Babel, conheçam a Dona Norma , divirtam-se e conheçam um pouco mais os ricos mecanismos de nosso belo idioma.

 

Veja o site da exposição:

http://www.poiesis.org.br/mlp/expo/menas/index.html



Fernando Pessoa,plural como o universo

Periodo: de 24/08/2010 a 20/02/2011

Fernando Pessoa, plural como o Universo

“ A minha arte é ser eu, eu sou muitos.”
( Fernando Pessoa,s/d)

  Ao morrer,no dia 30 de novembro de 1935 na cidade de Lisboa, Fernando Pessoa deixou em casa uma arca com milhares de textos inéditos, manuscritos e datiloscritos.À medida que foram sendo descobertos e publicados, ao longo do século XX,esses textos passaram a formar um dos mais belos e importantes conjuntos de obras da língua portuguesa.
 

  Primeiro autor estrangeiro a ser homenageado em uma exposição pelo Museu da Língua Portuguesa, Fernando Pessoa é conhecido como o mais brasileiro dos poetas portugueses.
 

  A mostra, que teve a Curadoria de Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith, contou com um requintado projeto cenográfico de Hélio Eichbauer.
 

  Como todas as demais exposições do museu, “Fernando Pessoa,plural como o Universo” usou como principal suporte a rica obra deste autor criador da frase “ Minha pátria é a Língua Portuguesa”.
 

  O poeta, que nasceu no dia 13 de junho de 1888 em Lisboa,consagrou sua vida toda à criação literária, movido por uma inquietação grande e um constante interrogar-se de raiz filosófica, mas pleno de imaginação e emoção.Para evitar confusões, ele desde sempre se definiu “ um poeta impulsionado pela filosofia,não um filósofo dotado de faculdades poéticas”.
 

  Assim, cada poema do autor, como dizem os curadores da mostra, é palco de certo teatro, onde se encerra a interminável busca da autoidentidade.Em “ Autopsicografia”,um de seus mais conhecidos poemas, ele afirma: “ O poeta é um fingidor”.
 

  A ideia de poesia como “ fingimento” ( fingere, o verbo latino de onde provêm fingir e também ficção, significava em sua origem “ moldar”,”esculpir”) ou teatro conduziu Pessoa à criação de heterônimos, personagens de ficção, seres que poderíamos encontrar nas páginas de um romance ou nos palcos, mas dos quais temos apenas as vozes isoladas, os poemas ou a prosa que escreveram,não os enredos ou a ação dramática de que tomassem parte.Isto define uma estratégia geral de criação literária: tudo que Pessoa escreveu é heteronímico,até mesmo a pequena parte de sua obra que ele assina com seu nome de batismo.
 

  Este mundo fascinante onde transitam os poemas de Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos,Bernardo Soares e tantos outros seres e personagens tomados emprestados por Fernando Pessoa, serviu de inspiração para a exposição, que aliando tecnologia, modernidade, interatividade e documentos museológicos apresentou ao grande público este autor,estes autores, esta obra maravilhosa este universo plural, rico, fascinante.
 

Período: 23 de agosto de 2010 a 20 de fevereiro de 2011.

Realização: Fundação Roberto Marinho e Governo do Estado de São Paulo

Parceria: Rede Globo; Banco Itaú; Banco Caixa Geral –Brasil; e Fundação Calouste Gulbenkian

Parceria: Consulado Geral de Portugal em São Paulo; Casa Fernando Pessoa/Lisboa; Centro Cultural Correios/Rio de Janeiro; e Lei de Incentivo à Cultura/Ministério da Cultura

Produção: FazerArte 
 

 



Oswald de Andrade: o culpado de tudo

Periodo: de 27/09/2011 a 26/02/2012

 A exposição ficará aberta à visitação pública na Sala das Exposições Temporárias do Museu da Língua Portuguesa entre 27 de setembro de 2011 e 26 de fevereiro de 2012.
 

 A frase “Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado em todas as línguas”, escrita por Oswald em 1933 no verso da folha de rosto da edição original de Serafim Ponte Grande, é o ponto de partida da exposição e pode ser lida já no pátio de acesso ao museu.
 

 Em Oswald de Andrade: o culpado de tudo, o público tem a oportunidade de conhecer profundamente o polêmico escritor, um dos criadores da Semana de Arte Moderna de 22. A curadoria é de José Miguel Wisnik, com  curadoria-adjunta de Cacá Machado e Vadim Nikitin. Carlos Augusto Calil e Jorge Schwartz são consultores da exposição. O projeto expográfico é do arquiteto Pedro Mendes da Rocha.
 

 Pela primeira vez o museu realiza uma exposição sobre a vida e obra de um escritor paulista e paulistano.Para o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo,  “Oswald de Andrade é o mais paulista dos nossos escritores. Conheceu e viveu esta cidade como ninguém. Para nós, da Secretaria da Cultura, é um privilégio dar a nossa contribuição para a lembrança do escritor, um artista que revolucionou a nossa literatura e que, ao participar ativamente da criação da Semana de Arte Moderna, inseriu São Paulo no mapa mundial das artes.” 
 

 Para o curador da mostra, José Miguel Wisnik, “o projeto teve por objetivo organizar uma exposição sobre Oswald de Andrade, reforçando seu papel decisivo para a formação da cultura contemporânea e destacando a consistência de sua obra, de maneira a que a sua atualidade esteja patente sem que se perca de vista a situação histórica em que ela foi gerada.”
 

 A mostra contempla três dimensões de leitura: poética; histórico-biográfica; e filosófica. Estas dimensões não se caracterizam como “partes” em que se divide a exposição, mas como níveis de manifestação da “vida-e-obra” que se articulam de maneira inseparável no processo expositivo.

 

 Dimensão Poética: Não se fala estritamente de poesia, mas da poética da forma, do envolvimento com a linguagem em todos os seus aspectos. Oswald é um escritor muito próximo das artes visuais, pioneiramente consciente das implicações técnicas trazidas pela reprodutibilidade da arte, dialogando com a fotografia, o cinema, o cartaz. A exposição tem como ponto de partida os princípios formais que ele mesmo traçou no Manifesto da Poesia Pau-Brasil: agilidade, síntese, equilíbrio geômetra, acabamento técnico, invenção e surpresa.
 

 A condensação do pensamento em frases e boutades, a verve anedótica, a paródia, o fragmento, o design, o reclame, a espacialização das palavras na página, são, todos, procedimentos de economia verbal,altamente visualizáveis, de cuja agilidade dessacralizante a exposição não fica a dever.

 
 Dimensão Histórico-biográfica: Poucos escritores têm, como Oswald, uma biografia que é também um diagrama de seu tempo. O jovem burguês viajante boêmio acompanhando “in loco” os movimentos da vanguarda europeia nos anos 10; o artífice do movimento modernista e agitador antropofágico, poeta e autor de narrativas experimentais na década de 20; o dilapidador de fortuna arruinado pela crise de 29, militante comunista editando O Homem do Povo, “casaca de ferro da Revolução Proletária”, escrevendo romance cíclico e teatro cáustico na década de 30; o intelectual em ruptura com a ortodoxia estalinista, retomando a vertente utópica do seu pensamento em textos de fôlego discursivo e filosofante, nos anos 40, e condenado ao ostracismo na fase final, até a morte em 1954, são figuras gritantes dos grandes temas ideológicos da primeira metade do século XX, indo da “belle époque” ao segundo pós-guerra.
 

 Duplas criativas, formadas a cada momento entre Oswald e Mário de Andrade, Oswald e Tarsila do Amaral, Oswald e Blaise Cendrars, Oswald e Pagu, Oswald e Flavio de Carvalho, são significativas dos trânsitos culturais envolvidos, e são objeto de tratamento expositivo. Os espaços do hotel, do automóvel, da garçonnière, do navio, da ferrovia e da estação de trem, sempre em forte ligação com a cidade São Paulo, e redobrados pela própria inserção do Museu da Língua na Estação da Luz, têm um valor decisivo para a concepção espacial da exposição.

 
 Dimensão Filosófica: Oswald de Andrade é um pensador original da cultura contemporânea e da inserção original do Brasil nesse quadro. A exposição se contrapõe a toda e qualquer visão epidérmica desse pensamento, ressaltando o que há de rigoroso e radical nos seus critérios, mesmo quando sob a forma do epigrama, que Oswald leva a consequências inéditas.A influência marcante do autor a partir dos anos 60, graças às intervenções fortes da poesia concreta, do Teatro Oficina e do movimento tropicalista, pode ser entendida também pelo que havia de antecipatório em suas ideias: questões como as do sentimento órfico contra o produtivismo prometeico encontram-se depois no Eros e civilização de Herbert Marcuse; a ideia da revolução sexual e da utopia do matriarcado se vê em Wilheim Reich; o primitivismo tecnológico pode ser reconhecido na “aldeia global” de MacLuhan.
 

 O percurso da exposição


 Considerando a forte relação de Oswald de Andrade com a cidade de São Paulo e suas questões, o projeto expográfico de Pedro Mendes da Rocha propõe um diálogo entre a exposição (espaço interno) e a cidade (espaço externo),assim,as paredes da Sala das Exposições Temporárias foram todas pintadas de branco e os tapumes que fechavam as janelas do espaço foram retirados permitindo que a paisagem urbana, contemplada pelas janelas do edifício, assuma protagonismo. À direita, o visitante pode ver o Jardim da Luz e, à esquerda, a gare da Estação da Luz. Uma luz “tropical” permeia todo o espaço expositivo.
 

 Módulos


As Quatro Gares

Painéis ilustrados retirados do poema As quatro gares introduzem o visitante à exposição.Na parte posterior deste mesmos painéis estão as quatro fases da vida e obra de Oswald de Andrade: boemia; vanguarda;revolução; e utopia.

As Mulheres

Este módulo faz uma contraposição do patriarcado paulista com o matriarcado de Oswald, do qual as mulheres compõem uma maravilhosa galeria. Etiquetas informam os nomes de cada uma e brevíssimos resumos da relação delas com Oswald.No centro da instalação a escultura Deisi, de Victor Brecheret.


Semana de Arte Moderna e Pau Brasil

Os dois módulos estão um de frente para o outro.No módulo  Semana de Arte Moderna de 1922 o visitante poderá conhecer uma série de afirmações do próprio Oswald sobre o importantes movimento. Já no módulo Pau Brasil,além do autor,o visitante constatará as ilustres presenças de Paulo Prado, Tarsila do Amaral e Blaise Cendrars. Nesta área expositiva o “Manifesto Pau Brasil” está gravado em um dos painéis.


Descoberta do Brasil

No centro deste módulo, uma nota antiga de mil Cruzeiros com a figura de Pedro Álvares Cabral carimbada com o título da exposição “O culpado de tudo”, obra do artista plástico Cildo Meirelles. Neste módulo estão em evidência as cenas da colonização: descoberta; catequese; escravidão; Zé Pereira; o bumbo do carnaval; Gonçalves Dias ;o indianismo romântico;  o engenho do açúcar cozinhando escravos; e o próprio carnaval. Uma alegoria das culturas e “descobertas” do país.


Praça da Apoteose

 Como no Carnaval, vários temas e alegorias se misturam e circulam por esta área expositiva:


Finanças: Crack (Crise do café) – Imagens da crise de 1929;
 Manifesto Antropófago ;.
Traição de Classe,fonte: “João Miramar” / “Serafim Ponte Grande”;
 Traição de Classe,fonte: “O Homem do Povo”;
 MariOswald ,contraponto das duas  personalidades:  Oswald e Mário de Andrade;
 Totem & Tabu;
 Pós Oswald , o legado de Oswald nas gerações seguintes;
 Antena da Raça, Oswald pressentindo o futuro;e
A antropofagia do diretor Zé Celso, do Teatro Oficina e da Tropicália.

 
Ainda neste módulo, o visitante poderá deixar registrada sua visita e suas impressões em um ambiente que recria cenograficamente a “garçonnière” onde Oswald produziu O perfeito cozinheiro das almas deste mundo, diário coletivo no qual os amigos do autor escreviam poemas e recados.


Língua Pátria

O corredor de saída da exposição,com vistas para o Jardim da Luz, apresenta poemas e textos estrategicamente colocados e reproduzidos de modo a aproximar mais ainda as ruas e vielas da cidade do museu .


Banheiro

 Nos banheiros da Sala das Exposições Temporárias uma divertida e poética seleção de frases ligeiramente pornográficas de Oswald. Aos mais sensíveis e pudicos, o museu recomenda o uso dos banheiros instalados no segundo andar.



 Frases emblemáticas do autor como  “Tupi ou not Tupi, that is the Question” permeiam toda a mostra,circulando lentamente por todo o espaço expositivo , em um movimento lento... circular... contínuo.

 
Oswald de Andrade: o culpado de tudo ficará em cartaz até  26 de fevereiro de 2012.


Ficha técnica da exposição:


Curadoria Geral: José Miguel Wisnik
Curadoria-Adjunta: Cacá Machado e Vadim Nikitin
Consultoria: Jorge Schwartz e Carlos Augusto Machado Calil
Produção executiva: Ana Helena Curti e Fernando Lion
Projeto Expográfico: Pedro Mendes da Rocha
Direção de Arte: Laura Vinci
 

Realização: Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Museu da Língua Portuguesa,
Parceria: Editora Globo



“Esta Sala é uma piada” - Salão Internacional de Humor de Piracicaba

Periodo: de 17/12/2011 a 11/03/2012

  Perto de completar 40 anos, o Salão de Humor de Piracicaba foi criado pelos maiores cartunistas e desenhistas brasileiros ainda durante o Regime Militar, no ano de 1974. O desenho de humor é uma forma de expressão muito especial, carregado de críticas sociais e de reflexões aguçadas sobre a condição humana.

   A mostra “ Esta Sala é uma Piada” tem curadoria de Raphael Ramos da Costa Fioranelli Vieira e conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Piracicaba, através de sua Secretaria de Ação Cultural e do Salão de Humor.

   A exposição, instalada no saguão do terceiro andar do museu, apresenta 24 obras de artistas brasileiros e estrangeiros, obras apresentadas na edição 2011 do Salão.

   Até dia 11 de março, quem vier ao museu, poderá apreciar, rir e refletir a partir das obras apresentadas!

 



“Jorge Amado e Universal”: Um olhar inusitado sobre o homem e a obra

Periodo: de 17/04/2012 a 22/07/2012

  A exposição Jorge Amado e Universal, que faz parte das comemorações oficiais do centenário de nascimento do escritor, é uma realização da Grapiúna e da Fundação Casa de Jorge Amado, em parceria com a Secretaria de Cultura do Governo de São Paulo e o Museu da Língua Portuguesa.

  O desenvolvimento e organização da mostra é  da Nacked & Associados Mercado Cultural sob direção geral  de William Nacked. Ana Helena Curti responde pela coordenação geral de conteúdo da exposição já Daniela Thomas e Felipe Tassara são o responsáveis pela expografia.

  Com acervo pertencente à Fundação Casa de Jorge Amado e à família do célebre escritor, Jorge Amado e Universal fica até 22 de julho na capital paulista, seguindo posteriormente para o Museu de Arte Moderna da Bahia em Salvador. A exibição nestas cidades conta com patrocínio do Banco Santander.

  Em São Paulo a exposição conta com o apoio institucional da TV Globo.
“Essa exposição é um desafio prazeroso de cumprir, tendo em vista a importância e alcance do homenageado e de sua obra. Buscamos elementos para que o público mergulhe em um vasto repertório de conteúdos sobre o homem, o escritor e a obra”, relata William Nacked, diretor geral da iniciativa.

  Para Antonio Carlos de Moraes Sartini, Diretor do Museu da Língua Portuguesa, a mostra “é motivo de grande orgulho para o museu, que assim, se torna mais brasileiro ainda, já que aproximará do grande público um dos autores nacionais que mais bem retratou o nosso povo  através de suas aproximadamente 5.000 personagens criadas, cheias de grandezas, fraquezas, de sabedoria popular, donas de uma sensualidade encantadora,repletas de malícia,fé e esperanças. Ainda, segundo o diretor “ a obra deste querido autor baiano ajudou a difundir a cultura brasileira, pois seus livros foram publicados em mais de 50 países e versados para 49 idiomas”.

Sobre a exposição

  A mostra está dividida em módulos distintos, cada um deles dedicado a um aspecto marcante na vida do autor. Não existe a pretensão de esgotar nem a biografia, nem a criação ficcional de Jorge Amado. A ideia é fornecer pistas, sugerir caminhos, para que o visitante fique instigado, tenha vontade de ler e de descobrir mais depois da exposição, aliás, esta é uma característica sempre presente nas exposições realizadas no Museu da Língua Portuguesa.

  O primeiro módulo é dedicado aos personagens –nove,entre tantos, foram escolhidos por representar a diversidade e abrangência da obra em diversos períodos: Gabriela e Nacib (Gabriela Cravo e Canela, 1958), Dona Flor (Dona Flor e seus Dois Maridos, 1966), Os capitães da areia (Capitães da Areia, 1937), Pedro Arcanjo (Tenda dos Milagres, 1969), Antonio Balduíno (Jubiabá, 1935), Guma e Lívia (Mar Morto, 1936), O Menino Grapiúna (O Menino Grapiúna, 1981), Santa Bárbara (O Sumiço da Santa, 1988) e Quincas (A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água, 1961).

  Eles estão em destaque em materiais audiovisuais que ajudam a contextualizar a obra do escritor e introduzem o visitante ao universo ficcional de Jorge Amado.Neste módulo, os visitantes encontram datiloscritos com correções feitas à mão por Jorge Amado, ilustrações das obras, fotos que remetem ao universo dos romances e algumas curiosidades, como produtos e restaurantes que levam nomes dos personagens. Vários monitores apresentarão trechos das obras selecionadas. 

  No mesmo módulo uma grande instalação passa a ideia da verdadeira multidão de personagens principais e figurantes criados pelo autor. Milhares de fitas similares à tradicional fitinha do Senhor do Bonfim cobrem uma parede, trazendo,em cada uma delas, nomes de outros personagens – sejam fictícios, como Tieta (de Tieta do Agreste), Florzinha (de Tocaia Grande) e Ana Mercedes (de Tenda dos Milagres); ou pessoas reais que Jorge Amado inseriu na ficção, como Getúlio Vargas, Hitler e Lampião.

  O segundo módulo apresenta a vida política do autor, que chegou a ser eleito Deputado Federal por São Paulo e era um destacado comunista de sua época.
O terceiro módulo é dedicado às misturas que, segundo Jorge Amado, caracterizam o Brasil – sobretudo a miscigenação e o sincretismo religioso.Uma grande instalação colorida, abriga resultados de uma pesquisa por amostra de domicílio – PNAD/1976.

  O módulo seguinte é dedicado à malandragem e à sensualidade presentes na obra do autor.Através de rachaduras estrategicamente abertas nas paredes, o visitante pode se deliciar com trechos de livros de Jorge Amado.

  O quinto módulo apresenta um pouco da Bahia tal como foi ‘(re)inventada’ por Jorge Amado, com suas belezas e suas mazelas.O mar e o cacau, elementos importantes para o universo do autor, estão presentes neste módulo de maneira inusitada.
Casa dos Milagres é o nome do sexto módulo que trará objetos pessoais do autor, correspondências, fotografias e até suas famosas camisas floridas.
 
  A mostra traz ainda espaço para depoimentos de amigos, artistas e críticos ,além de depoimentos de anônimos construindo,assim, uma cronologia sintética da vida do escritor e destacando sua presença internacional, entre outros aspectos.

  Uma das marcas mais fortes do escritor era exatamente a sua capacidade de transitar entre o universo erudito e o popular, entre o terreiro de candomblé e a  Universidade de Sorbonne.

  Entre os depoimentos escolhidos, o da sua esposa Zélia Gattai e o da filha Paloma Amado, contam sobre o processo de criação de Jorge, explicando que os personagens normalmente “mandavam”. Por exemplo:em Dona Flor, o autor pretendia que ela fosse embora com Vadinho, mas a protagonista “decidiu” ficar com os dois maridos aqui na Terra. 

  Um emocionante depoimento do próprio Jorge Amado contando que, no curto período em que foi Deputado Federal, em 1946, conseguiu aprovar a lei que garante a liberdade de culto no Brasil ,destaca-se na exposição.

  Já na área final da mostra são exibidos muitas edições de livros do autor publicados em diversos países – de uma capa finlandesa de Tocaia Grande a uma edição de bolso francesa de Dona Flor.

Cenografia

  O espaço expositivo foi concebido a partir da utilização de símbolos presentes não só na cultura baiana, mas, sobretudo, na vida e obra de Jorge Amado. A cenografia está estruturada em armações metálicas, numa referência indireta às grades de ferro que embelezam muitas casas e espaços públicos de Salvador – entre eles o Solar do Unhão e a Praça Castro Alves.

  Nessa estrutura, que tem ao mesmo tempo papel construtivo e narrativo, estão inseridos símbolos e objetos em sua forma original, como garrafas de dendê, fitinhas do Bonfim com frases especiais impressas, cacau torrado, azulejos brancos e azuis à moda baiana, entre outros elementos que remetem a Jorge Amado e à Bahia.
Fotografias, objetos, folhetos de cordel, filmes, jornais históricos, charges, documentos, ilustrações, correspondências, depoimentos, objetos de uso pessoal entre outros elementos, estão presentes.

  Entre eles, foto captada por Zélia Gattai de Jorge Amado com sua mãe Eulália Leal Amado, a Dona Lalu; datiloscrito original de Tieta do Agreste com anotações do autor; ilustração do artista plástico Poty (Napoleon Potyguara Lazzarotto) para Capitães da Areia; camisas floridas características de Jorge Amado.

  A exposição propõe um diálogo entre cultura material e cultura digital, havendo a convivência de peças originais com linguagens fílmicas e reproduções.

Espaços


  A mostra ocupa a Sala das Exposições Temporárias do museu, localizada no primeiro andar e também parte do segundo andar, com um espaço com livros de Jorge Amado e terminais com muito conteúdo sobre o autor para o público consultar calmamente.

 
Ficha Técnica


Realização: Grapiúna e Fundação Casa de Jorge Amado

Organização: N&A Mercado Cultural e AMCCB - Associação de Museus e Casas de Cultura do Brasil

Apoio: Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo/Museu da Língua Portuguesa

Patrocínio: Banco Santander

Direção geral: William Nacked

Concepção e Produção Executiva: arte3

Direção de Produção: Ana Helena Curti

Conteúdo: Ana Helena Curti, Fernando Lion, Ilana Goldstein

Produção Executiva: Angela Magdalena, Fernando Lion

Equipe de Produção: Cássia Campos, Dea Marcia de Almeida Federico, Mariana Chaves, Paula Garcia, Renata Moura

Expografia: T+T Projetos - Daniela Thomas e Felipe Tassara

Projetos Multimídia: 02 filmes

Projetos Editoriais: Cia. Das Letras

Direitos Autorais: Copyrights Advogados



Rubem Braga, o fazendeiro do ar

Periodo: de 25/06/2013 a 01/09/2013

Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar

Exposição em comemoração ao centenário do grande cronista capixaba chega ao Museu da Língua Portuguesa
 

Visitação: 25 de junho a 01 de setembro de 2013

  A mostra interativa comemora o centenário do autor e reúne textos, documentos, correspondências, desenhos, pinturas, fotografias, objetos, depoimentos em vídeos e publicações, para que os visitantes – em especial as novas gerações – possam mergulhar no universo deste grande escritor. Nascido em 12 de janeiro de 1913, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, Rubem Braga elevou a crônica à potência máxima na literatura brasileira.
 

  A concepção e realização do projeto são do Instituto de Inovação do Estado e da Sociedade (IIES) e da Empório Empreendimentos Artísticos. A realização é do Governo do Estado do Espírito Santo e a exposição no Museu é uma realização da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
 

  A curadoria da exposição é de Joaquim Ferreira dos Santos – ele próprio escritor, jornalista e cronista –, que mergulhou nos arquivos integralmente cedidos pela família de Rubem Braga, e ainda nos documentos e fotografias já doados à Fundação Casa de Rui Barbosa, para traçar o percurso da exposição. O projeto cenográfico é de Felipe Tassara.
 

  Joaquim Ferreira dos Santos afirma que Rubem Braga, em uma frase rápida, é o prazer de ler. “Ele vai atravessar todas as gerações. Suas crônicas falam dos detalhes, das cenas cotidianas, dos consensos da humanidade, e são embrulhadas uma a uma com um texto que veste a roupa da língua comum”. O curador observa não ser à toa que chamam Rubem Braga de inventor da moderna crônica brasileira. “O gênero já existia, vinha desde José de Alencar, passara pela maestria de Machado de Assis, a carioquice peripatética de João do Rio. Foi Rubem quem lhe acrescentou lirismo poético e a influência, bem humorada e coloquial, dos modernistas de 1922. É o formato que a gente conhece hoje, por exemplo, em textos de Veríssimo”, explica.
 

  O diretor técnico do Museu da Língua Portuguesa, Antonio Carlos de Moraes Sartini, afirma que a obra de Rubem Braga é muito apropriada, por sua simplicidade cativante e enorme qualidade, para promover a aproximação entre os jovens frequentadores do Museu e os bons livros. “Estamos muito felizes com a exibição da mostra ‘Rubem Braga - O Fazendeiro do Ar’ no Museu da Língua Portuguesa”.
 

  O secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araujo, ressalta que o Museu da Língua Portuguesa vem conseguindo, por meio de exposições como estas, conquistar um público diversificado, que encontra no local soluções criativas na abordagem de um patrimônio que é imaterial. “Museus devem ser principalmente lugares para o desenvolvimento de experiências humanas. O Museu da Língua alcança isso proporcionando uma vivência multissensorial das questões desenvolvidas em suas mostras”.
 

  Estarão na mostra vídeos com depoimentos de amigos próximos, que conviveram com Rubem Braga, como Ziraldo, Zuenir Ventura, Ana Maria Machado, Danuza Leão, Fernanda Montenegro, Lygia Marina, José Hugo Celidônio, entre outros.
 

 

“Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar”
está dividida em módulos temáticos: 


  Retratos, Redação, Guerra, Passarinhos e Cobertura, que abordarão sua infância em Cachoeiro de Itapemirim; o dia-a-dia em jornais como redator, repórter político e também de artes plásticas; sua ação como correspondente de Guerra na Itália; sua paixão por pássaros, tema recorrente de seus textos; e sua lendária cobertura em Ipanema, no Rio, um pedaço do mundo rural em plena selva urbana, com pomar e passarinhos.
 

  Cada um desses espaços tem uma concepção visual de modo a provocar no espectador a ideia de imersão no universo ali retratado. Assim, na sala Retratos, imagens do escritor, em diversas épocas de sua vida, ocupam uma parede. Em Capital Secreta do Mundo estão dez caixas suspensas que, ao serem abertas, revelam textos, documentos e fotos. Em Redação, reproduções de páginas de jornal cobrem paredes e chão, e dez mesas, típicas das existentes dos jornais da época, trazem um tema cada uma, que  podem ser explorados pelo espectador a partir de iPads acoplados a antigas máquinas de escrever, como se fossem folhas de papel. As mesas temáticas, que mostram suas várias facetas, atividades e interesses, são: Espírito Santo, Manchete, Diplomata, O andarilho, Homem de televisão, Editor, Repórter, Escritor, Arte, O homem Rubem Braga.
 

  No espaço Guerra, em uma mesa estão dez telefones antigos, típicos dos anos 1940, que, ao serem tirados do gancho, permitem ao visitante ouvir músicas, jingles, trechos de programas de rádio e noticiário da época da Segunda Guerra Mundial. E, pendurados no teto, aviões de papel, feitos na técnica japonesa de dobradura, o origami. No último espaço, Cobertura, é reproduzida sua famosa cobertura, palco de reuniões memoráveis com amigos artistas e intelectuais. Nela, os visitantes podem assistir os depoimentos em vídeo de Ziraldo, Zuenir Ventura, Ana Maria Machado, Danuza Leão, Fernanda Montenegro, entre outros.

 

 

Ficha técnica:

Curadoria: Joaquim Ferreira dos Santos
 

Projeto cenográfico: Felipe Tassara
 

Concepção e realização: Instituto de Inovação do Estado e da Sociedade (IIES) e Empório Empreendimentos Artísticos
 

Coordenação e Produção Executiva: Luciana Vellozo Santos e Robson Outeiro / Empório Empreendimentos Artísticos e Culturais
 

Realização: Governo do Estado do Espírito Santo/ Secretaria de Estado da Cultura/ Ministério da Cultura
 

Parceria: Instituto Sincades
 

Apoio: Fundação Casa de Rui Barbosa e Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim.
 

Realização em São Paulo: Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura, Museu da Língua Portuguesa
 

 

Serviço: Exposição “Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar”
 





Museu da Língua Portuguesa


Visitação: de 25 de junho a 1 de setembro
 

Endereço: Praça da Luz s/n; tel.: (11) 3322-0080
 

Horário: de quarta-feira a domingo, das 10h às 18h (a bilheteria fecha às 17h). Fechado às segundas. Às terças-feiras, o museu fica aberto até as 22h.
 

Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia entrada), com entrada gratuita às terças-feiras e ao sábados



CAZUZA mostra sua cara

Periodo: de 22/10/2013 a 23/02/2014

Exposição do Museu da Língua Portuguesa, do Governo do Estado de São Paulo, que presta homenagem ao artista, ícone da rebeldia e da irreverência na música brasileira
 
Rebelde e contestador, Cazuza encarnou a figura do jovem de sua época: vivia de forma intensa e queria mudar o mundo. Entretanto, soube como poucos transformar sentimentos e paixões em poesia. Seus versos fortes e sua personalidade irreverente marcaram a história da música brasileira e vêm influenciando gerações até hoje, 23 anos após sua morte.

 

Batizado Agenor de Miranda Araújo Neto e conhecido nacionalmente como Cazuza, o Museu da Língua Portuguesa presta, pela primeira vez, através de uma mostra temporária, homenagem a um músico, compositor e cantor de nossa MPB
A exposição “CAZUZA mostra sua cara”, tem curadoria do arquiteto e cenógrafo Gringo Cardia.


“Com esta exposição – a primeira em sua história dedicada a um criador que se destacou como compositor e não como escritor – o Museu oferece ao público uma abordagem dupla e indissociável sobre a Língua Portuguesa e a música brasileira como patrimônios imateriais de nosso País. Nela também está presente a marca do Museu, ao oferecer aos visitantes uma experiência multissensorial de grande impacto”, afirma o Secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araújo.


Montada no primeiro andar do Museu até o dia 23 de fevereiro de 2014, a mostra apresenta Cazuza como um dos expoentes da canção popular, que soube unir a tradição escrita à oral, fazendo a poesia circular livremente do livro para a música. “As pessoas se aproximam mais das palavras por meio da música em um país como o nosso, com uma tradição oral muito significativa. E a tradição escrita vai além dos grandes nomes da literatura: também é popular, está no sangue do brasileiro. Cazuza, afinal, era um poeta”, comenta Gringo, que contou com a consultoria da historiadora Heloisa Starling e do jornalista e crítico musical Silvio Essinger para construir a narrativa da exposição. A mostra pretende fazer o visitante embarcar em uma viagem pela obra e vida do artista, fazendo-o sair do eixo, envolver-se e emocionar-se.

 

“Ao expor a obra de Cazuza, o Museu da Língua Portuguesa confirma sua vocação inovadora de celebrar a língua nos seus mais variados e ricos usos. O museu já recebeu a obra de Fernando Pessoa, Guimarães Rosa e Rubem Braga, entre outros. Chegou a vez de um letrista da música popular. Esperamos com isso nos aproximar ainda mais do público”, reforça Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho.


A face política de Cazuza, autor de canções como “Brasil” e “Ideologia”, também ganha espaço na exposição. A geração do artista vivenciou o período da ditadura e participou intensamente do processo de abertura política do país. Nos anos 1980, ainda com a censura atuante, a bandeira do rock era levantada como manifestação do inconformismo. Nesse contexto, a figura libertária e a linguagem coloquial de Cazuza falavam diretamente à garotada, que transformava seus versos em slogans, em palavras de ordem. É por esse viés político que a exposição pretende conectar o compositor com os jovens de hoje.

 

"Há dois anos, quando procuramos a Lucinha Araújo com a proposta de homenagearmos Cazuza no Museu da Língua Portuguesa, nossa ideia já era apresentar ao público o trabalho do artista, do poeta e do músico, mas com foco na sua inquietação e no seu inconformismo diante da realidade. Naquela ocasião, nem nos passava pela cabeça as manifestações de junho deste ano, que encheram de jovens as ruas do Brasil todo, muitos deles empunhando cartazes e faixas com pensamentos e letras de músicas do nosso homenageado. Assim, temos certeza que o Museu está absolutamente sintonizado com os tempos atuais e a obra do Cazuza mais viva do que nunca!", comemora Antonio Carlos Sartini, diretor do Museu da Língua Portuguesa.


A exposição “CAZUZA mostra sua cara” é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, do Museu da Língua Portuguesa e do ID Brasil – Organização Social de Cultura , com realização da Fundação Roberto Marinho e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, contando com o patrocínio das Organizações Globo.
 
 
 

-A EXPOSIÇÃO
 
“CAZUZA mostra sua cara” e seus diferentes espaços:
 
 

1-REFLEXÃO


Entrada – “Mostra sua cara”


O percurso começa por uma grande “galeria de rostos e ideias”, com as paredes revestidas por retratos de pessoas desconhecidas. Sobre cada imagem estão estampadas frases emblemáticas de músicas do artista. O intuito é contar com a participação do público para mudar a aparência e o conteúdo da sala todos os dias. “Será uma espécie de photobooth, permitindo ao visitante fazer uma foto sua e escolher uma das frases disponíveis para anexar à imagem, que poderá, ainda, ser enviada por e-mail”, explica o curador. “No dia seguinte, algumas imagens serão selecionadas pelo Museu e fixadas nas paredes da sala durante o período de visitação, com cola, como acontece nos muros da cidade”, completa Gringo. As fotografias podem ser feitas todos os dias sempre entre 11h e 14h e entre 14h30 e 17h,após o percurso da exposição.
 
_Sala III – “Mergulho na mente do poeta”
Corredor de espelhos com trechos de músicas do artista  escritos e projetados em leds, com efeitos que mudam a cada 30 segundos, formando o ambiente mais sensorial e emocional da mostra.
 
 

_Sala V – “Cazuza, Juventude e Rock'n roll”


Depoimentos de personalidades e amigos – como Ney Matogrosso, Lobão, Sergio Maciel, Lucinha Araújo, Bebel Gilberto e outros são apresentados em uma sala com vários monitores. Nesse mesmo espaço, especialistas como a psicanalista Viviane Mosé, o antropólogo Luiz Eduardo Soares e o escritor Silviano Santiago, entre outros, falam sobre questões relacionadas à juventude: a rebeldia, a transgressão e a universalização do comportamento inconformado dos jovens.
 
 

_Espaço IX – “Palavras flutuantes”


Corredor com cartazes como os usados nas recentes manifestações, com palavras-chaves do vocabulário de Cazuza, que mostram sua influência sobre os jovens até hoje.
 
_Espaço X – “Altar”


Os banheiros, tanto o feminino como o masculino, recebem luzes coloridas e projeções dos grandes momentos da juventude, da música e de rebeldia de Cazuza, que retratam sua irreverência nos palcos. Portas com tratamento acústico, como as dos estúdios de gravação, foram colocadas nos banheiros.
 

 

2-APRENDIZADO


_Sala II – “Poesia e Música”


Sala dedicada a tratar da intensa relação entre poesia e canção. Por meio de computação gráfica, pílulas de conteúdo contextualizam esse “casamento” no Brasil e mostram como Cazuza e os compositores dos anos 80 enxergaram o cenário político brasileiro.
 
_Sala IV – “O Tempo não para”

Por meio de animações, é traçado um paralelo entre seis momentos da vida de Cazuza e a história brasileira – mostrando grandes marcos das trajetórias política e social do país.
 
3-INTERAÇÃO:


_Sala VI - “Cante com Cazuza”


O público pode escolher entre duas músicas – “Ideologia” e “Exagerado” –, que têm suas letras projetadas em telas e mescladas com imagens em computação gráfica, incentivando o visitante a cantar junto com Cazuza.
 
 

_Sala VII - “A arte de escrever canções”

Estações individuais com monitores touchscreen desvendam para o visitante a estrutura poética das músicas do artista, mostrando o que são versos e refrãos e como as rimas e assonâncias são construídas. Logo após a estrutura ser apresentada o visitante pode ouvir  o artista cantando a música analisada.
 
_Sala VIII - “Cazuza por Cazuza”

É composta por livros cenográficos gigantes sobre os quais são projetadas palavras-chave.  Por meio de um sensor de presença localizado em cada livro, o visitante escolhe um assunto e assiste a um depoimento de Cazuza relacionado ao tema. No mesmo ambiente, há ainda grandes painéis com fotos do artista.

 

O Museu da Língua Portuguesa agradece a todos os responsáveis pela realização desta exposição, mas agradece especial e carinhosamente à Lucinha Araújo: por sua colaboração,entusiasmo, seu trabalho frente à VIVACAZUZA e por sua energia e alegria contagiantes! 
 



Pelo terceiro ano consecutivo, o Museu da Língua Portuguesa apresenta a mostra “ Esta Sala é Uma Piada” com obras do Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

Periodo: de 17/12/2013 a 23/03/2014

A mostra “ Esta Sala é Uma Piada” chega a partir do dia 17 de dezembro ao Museu da Língua Portuguesa apresentando 36 obras exibidas na 40ª. Edição do Salão internacional de Humor de Piracicaba realizado neste ano.


 Obras de artistas brasileiros e de países como Cuba,México,Espanha,Polônia,Romênia, Irã, Indonésia e Montenegro compõe a 3ª. edição da exposição aqui no Museu da Língua Portuguesa. O trabalho vencedor do Troféu Zélio de Ouro,do artista sérvio Goran Divac, também faz parte dos trabalhos selecionados para a mostra pelo curador Raphael Ramos da Costa Fioranelli Vieira.


 Criado em 1974, em plena ditadura militar, por um grupo de importantes artistas brasileiros, o Salão Internacional de Humor de Piracicaba completou, este ano, 40 anos um verdadeiro marco de longevidade  para eventos culturais no Brasil .Hoje é considerado por especialistas o mais importante salão do gênero no mundo.


 O desenho de humor, por sua comunicação direta e sutil ao mesmo tempo, sempre foi uma importante forma de expressão contra as injustiças do mundo e em oposição a regimes ditatoriais no mundo todo.


 Esta edição da mostra aborda temas da atualidade, como os recentes protestos que tomaram conta das ruas do Brasil todo, a homofobia e a espionagem do governo americano,temas retratados com o olhar acurado e divertido de artistas muito críticos e inventivos.


 A exposição, que ficará em exibição no terceiro andar do Museu, poderá ser visitada até o dia 23 de março.


 


 


“Esta Sala é Uma Piada” é uma realização do Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo em parceria  com a Secretaria de Ação Cultural da Prefeitura de Piracicaba.


 Venha visitar a mostra, refletir sobre o momento atual, mas sempre com muito humor!


 


 


 Charge: Bruno Ortiz Manllor
 



Narrativas Poéticas

Periodo: de 25/03/2014 a 10/08/2014

 Com destaque para as pinturas, gravuras e desenhos de expoentes do Modernismo Brasileiro, a mostra “Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil” reúne 58 obras de 38 diferentes artistas acompanhadas de 46 fragmentos de poemas de 23 consagrados autores brasileiros.
 
 
 
  Com o intuito de levar a arte brasileira a um público amplo e oferecer múltiplas possibilidades de leitura para as obras da sua própria coleção, o Santander e o Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, realizam a exposição “Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil”.Trata-se de uma mostra com percurso livre, que utiliza como referência a relação entre artes plásticas e poesia, com a narrativa baseada em fragmentos de poemas,promovendo um lúdico e interessante diálogo entre artistas de linguagens diferentes.
 
 A curadoria geral da exposição é assinada por Helena Severo.
 
A Coleção Santander Brasil, formada pelas obras de arte dos bancos que foram sendo integrados ao grupo, reúne um significativo capital da cultura brasileira.A partir da análise deste conjunto, identificou-se um expressivo núcleo de arte moderna brasileira, além de diferentes manifestações culturais, incluindo arte popular e de cartografia dos séculos XVII ao XIX.
        “A arte é um bem cultural de toda a sociedade. Para o Santander, apresentar as obras por meio dessa exposição é uma forma de dar a elas a sua dimensão pública. Queremos proporcionar experiências artísticas que contribuam para o repertório cultural e o desenvolvimento humano”, diz Jesús Zabalza, presidente do Santander Brasil.
 
Antonio Carlos de Moraes Sartini, diretor do Museu da Língua Portuguesa, destaca:

 “Para todos nós do Museu, receber a mostra ‘Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil’ é motivo de grande alegria, pois a possibilidade de sermos instrumento de divulgação de uma coleção privada, de tanta qualidade e tão bem preservada, reforça nosso compromisso público com o patrimônio cultural. Além disso, o diálogo promovido pela mostra entre os gênios das artes plásticas e os gênios da literatura brasileira certamente ecoará com muita força no Museu da Língua Portuguesa.”
 
            Após anos de rigoroso trabalho de catalogação, conservação e restauro, pesquisa e avaliação de mercado esta é a primeira exposição itinerante com obras da Coleção Santander Brasil. Entre as 58obras que fazem parte da exposição, destacam-se as de expoentes do Modernismo brasileiro, como Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi e Tomie Ohtake, e também alguns trabalhos recentes, de artistas como Tuca Reinés, Fernanda Rappa e Renata de Bonis. 
 
            O poeta, filósofo e ensaísta Antonio Cicero, em parceria com Eucanaã Ferraz, é responsável pela seleção de fragmentos de 46 poemas de 23 grandes poetas brasileiros,como João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes.  Entre outros, para comporem a narrativa da mostra, Arnaldo Antunes e Waly Salomão foram selecionados especialmente para a exposição em São Paulo. 
 
Outro diferencial da exposição na capital paulista é a inclusão de quatro obras reproduzidas em alto relevo para vivências táteis de pessoas com deficiência visual. São quatro totens que contêm relevos em resina das telas selecionadas, que poderão ser manipulados. As obras escolhidas foram Figura, de Milton da Costa; Paisagem, de Francisco Rebolo; Baile no Campo, de Cícero Dias; e Série Amazônica, de Ivan Serpa.
 
A mostra Narrativas Poéticas –Coleção Santander Brasil, que iniciou sua itinerância em 2013, já recebeu aproximadamente 100 milvisitantes. A exposição foi iniciadano Santander Cultural Porto Alegre, depois seguiu para o Museu Nacional da República, em Brasília, e encerrou o ano no Museu Inimá de Paula, emBelo Horizonte.
            
Curiosidades:
 
            O primeiro ciclo do movimento Modernista foi marcado pela busca de uma linguagem genuinamente brasileira, capaz de revelar nossa identidade, nosso verdadeiro caráter nacional. Este instante fundacional do movimento assinala o surgimento de uma arte que se quer brasileira, modernamente brasileira. 
 
            Expoentes do Modernismo, como Mário e Oswald de Andrade que lutaram contra a concepção de nação atrelada a relações de poder oligárquicas, acreditavam que só sairíamos da pré-modernidade se assumíssemos nosso verdadeiro caráter nacional. Partiram em busca de nossas raízes forjando, em suas obras, uma estética de caráter nativista e regionalista.
 
            É o momento de afirmação de nossa produção artística. Do nacionalismo exacerbado, da busca pela construção de uma arte capaz de se impor no cenário internacional por sua dimensão de brasilidade, o projeto modernista caminhou para um patamar mais universal chegando ao séculoXXI aberto à diversidade e ao multiculturalismo.
 
            O purismo inicial deu lugar ao entendimento de que a cultura é resultado de uma construção histórica que se faz na dinâmica dos contatos entre povos e visões de mundo diferenciadas. Ninguém possui uma só identidade e a pujança de uma cultura reside, sobretudo, na diversidade buscada e assumida.
 
 
Mostra Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil

25 de março até 10 de agosto de 2014 
 
Curadora Geral Helena Severo
Curadores Antonio Cícero, Eucanaã Ferraz e Franklin Pedroso
Projeto Expográfico Marcello Dantas e Suzane Queiroz
Produtor Executivo Jocelino Pessoa
Diretora de Produção Maria Eugênia Porto da Silveira
 
Sobre a Coleção Santander Brasil:
 
 O Banco Santander Brasil possui em seu acervo obras de significativa relevância para a história da arte brasileira.A coleção de arte é constituída majoritariamente por pinturas (40%) e gravuras (39%) – e em menor número esculturas, desenhos e outros suportes – de artistas brasileiros produzidas entre 1940 e 1980. Entre os artistas presentes, destacam-se importantes nomes do Modernismo no Brasil, como Brecheret, Di Cavalcanti e Portinari.
 
 A Coleção Santander Brasil possui ainda nomes do Construtivismo, como Milton Dacosta; da Abstração Informal, como ManabuMabe e Tomie Ohtake; além de artistas singulares, como Iberê Camargo e José Pancetti. Possui um considerável conjunto de obras de artistas imigrantes vinculados à história da arte brasileira e estrangeiros com passagem pelo Brasil, com destaque para a presença dos japoneses (Tikashi Fukushima, Wakabayashi, Kaminagai, Flávio-Shiró). Também estão presentes italianos como Volpi, Fúlvio Pennacchi, além de artistas de outras nacionalidades, como o suíço John Graz, a húngara Yolanda Mohalyi e a polonesa Fayga Ostrower, que tiveram participação importante no cenário nacional, refletindo o multiculturalismo da sociedade brasileira.
 
O núcleo de gravuras conta com obras de Lívio Abramo, Arthur Luiz Piza, Fayga Ostrower, Renina Katz e Maria Bonomi, entre outros. 
 
A coleção vem sendo ampliada com maior intensidade nos últimos dois anos, por meio de aquisições de arte contemporânea brasileira, com trabalhos de nomes celebrados e emergentes como Marcos Chaves, Ana Elisa Egreja, Cássio Vasconcellos, Luiz Braga, Paulo Almeida, entre outros.





Museu da Língua Portuguesa | Estação da Luz | Centro - São Paulo - SP
(11) 3322-0080
museu@museulp.org.br